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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

OS PROBLEMAS BRASILEIROS SERIAM COMO OS MOINHOS DE VENTOS?

Estamos diante de um país descrente politicamente, financeiramente, socialmente...
E a gente nem sabe para onde vai;
Estamos diante de uma nação doente na saúde, na educação, na segurança e órfã de mãe e de pai;
Estamos buscando uma solução urgente, sem que a gente saiba para onde vai;
E assim, chegamos à conclusão que a nossa nação é reflexo da mentalidade contemporânea; que prefere ficar na faixa litorânea a enfrentar a lida do dia a dia.
Então, chegamos à conclusão que Rui Barbosa foi um profeta;
Que sua visão estava certa:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”
A crise do Brasil é muito mais que financeira, é uma crise de valores morais e éticos.
A liderança é uma poderosa combinação de estratégia e caráter. Mas se tiver de passar sem um, que seja estratégia*.
O país caiu na sua realidade: somos um país em desenvolvimento. Recebemos o título de país emergente. Coisa mendaz!
Somos um país miseravelmente governado!
Executivo, legislativo e Judiciário. Três poderes e nenhuma união.
 Democracia: governo do povo para o povo. Vivemos isso?
Constituição Federal? Artigos  sexto, sétimo até o décimo primeiro?
Muito simples: é só lançar a PEC 241.
Senhoras e senhores, a indignação faz parte do caráter humano. Não devemos ser coniventes com as manipulações ardilosas de alguns para cobrir ou encobrir as mazelas do governo.
Se for preciso pagar um preço, porque não começar por aqueles que não acrescentam nada ao país, pelo contrário foram os causadores dessa situação que ele se encontra hoje.
O Congresso Nacional abriga hoje cerca de 81 senadores e 513 deputados, que hoje perderam o crédito e o apoio da maioria dos brasileiros. O que dizer da lei que obriga os veículos automotores a estarem com os faróis acesos durante o dia, num país que é tido como a nação do sol?
Entre tantas asneiras que eu já li, esta ganha destaque:
O Deputado Federal Heráclito Fortes do PSB do Piauí criou um projeto, onde quer que os ventos sejam patrimônio da União, para o Estado receber royalties a partir da geração de energia eólica.
Seria trágico se não fosse cômico.

Diante disso tudo uma coisa é certa: não sabemos escolher nossos representantes, nossos governantes. Talvez estejamos vivendo num país diferente onde queremos eleger nossos “Dons Quixotes De La Mancha” e seus fiéis escudeiros “Sanchos Panças” para lutar contra os moinhos de ventos.
*Matéria publicada no Jornal Tribuna de Sete lagoas por Paulo Roberto de Sousa Moraes.