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domingo, 26 de julho de 2015

O QUE FAZER PARA MELHORAR A EDUCAÇÃO NO BRASIL

Educai as crianças e não será preciso castigar os homens” (Pitágoras); “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. (Paulo Freire).
Dentro dessas afirmações, diante de tantos erros nos programas nacionais de educação pública e, usando tantos benefícios da informática e das tecnologias da informação do mundo atual, atrevo-me a afirmar: “Podemos mudar a maneira de ensinar, despertando interesse e prazer nos alunos!”. Muitos perguntariam: “Como?” Então, antes de responder a essa pergunta, venho mostrar a realidade da educação no Brasil. O país ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA). Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola (IBGE). O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 28% no ano de 2009 (IBOPE); 34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização ainda não conseguem ler (Todos pela Educação); 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita (Todos pela Educação). E por fim, ainda tem os professores recebendo menos que o piso salarial.
*PISA = Programme for International Student Assessment ( Programa Internacional de Avaliação de Estudantes).
Além dessas estatísticas, alia-se também a descontinuidade de metas públicas para educação, o desinteresse de pais, professores e de alunos para criar uma educação inovadora, interessante e prazerosa.
Pensando em tudo isso e respondendo a minha pergunta acima, proponho novos rumos para a educação. Atualmente no ensino fundamental, são ministradas simultaneamente as matérias de língua portuguesa e matemática no 1º ao 3º ano; e acrescidas as disciplinas de história, geografia, ciências físicas e biológicas e ainda educação física e arte a partir do 4º ano. Os alunos estudam essas matérias ao mesmo tempo e fazem exercícios, trabalhos e avaliações quase na mesma época. Isso os deixa bastante sobrecarregados e tensos com a memorização de várias matérias. A proposta é ensinar uma matéria de cada vez. Vejamos como funcionaria: De quatro turmas de 1º ano do ensino fundamental, duas estudariam primeiro língua portuguesa e as outras duas matemática; e depois estudariam o inverso. Assim, os estudos daquela turma focariam somente sobre uma determinada matéria, usando recursos tecnológicos como vídeos, data-show, além de buscar uma boa interação em mesas redondas e formação de pequenos grupos para estudos e debates.
Comparo estudar mais de uma matéria, ao mesmo tempo, como o trabalhador que tem dois empregos. Ele chegará ao final do dia cansado e desmotivado para novas ideias. Com a proposta de estudar uma matéria de cada vez, a educação se tornaria mais atraente, participativa, consciente, interativa e adequada ao ritmo de vida atual.

Paulo Roberto de Sousa Moraes – escritor
paulosmoraes1000@gmail.com

*Artigo publicado na Coluna ATOS E FATOS ATRAVÉS DAS PALAVRAS do Jornal Tribuna de Sete Lagoas - nº 917 de 25/07/2015